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domingo, 23 de março de 2008





BANDAS MINEIRAS - REUPLOAD TURBINADO


14 BIS


A influência dos Beatles sobre gerações de músicos em todo o mundo, principalmente sobre aqueles que foram seus contemporâneos, é indiscutível. Muitos foram os músicos que perceberam a riqueza de possibilidades da chamada música pop a partir do tratamento inovador - arranjos sofisticados, harmonias complexas e um vocal cuidadoso - dado às suas canções pelo grupo inglês.
Não foi diferente com os cinco rapazes do 14 BIS, que entre outras influências - brasileiríssimas por sinal - tiveram nos Beatles o fator decisivo para sua formação.
Mas as semelhanças terminam aí. Longe de recorrer ao recurso fácil e perigoso da simples clonagem, Flávio Venturini, Vermelho, Hely Rodrigues, Cláudio Venturini e Sérgio Magrão, partiram dos Beatles para compreender a música brasileira e buscar um som próprio, moderno, lírico e de qualidade.
Conseguiram tanto que estão na estrada há quase vinte anos. Sobreviveram à saída do líder da banda, Flávio Venturini, em 87, sem perder o rumo. Uma bela Volta por cima. Diferentemente de inúmeros grupos de rock esquecidos na poeira da década de 80, o 14 BIS provou que veio para ficar.
Em 77, Flávio deixou o Terço. Logo em seguida, gravou A Página do Relâmpago Elétrico (EMI Odeon), primeiro disco de Beto Guedes. A Página do Relâmpago Elétrico foi lançado no Teatro Ipanema, em janeiro de 78, em pleno verão carioca. Cláudio, que havia terminado o curso técnico em eletrônica e já estava no ITA cursando engenharia eletrônica, cada vez mais apaixonado por música, encontrou um caminho do meio para seus talentos: foi ser técnico de som dos shows de Beto. Após o lançamento no Rio, seguiram em turnê pelo Brasil.
Impossibilitado de continuar freqüentando as aulas, Cláudio largou a faculdade. Beto, vermelho, Hely Rodrigues, Zé Eduardo e Flávio Venturini formavam a banda. Praticamente todos os futuros integrantes do 14 BIS estavam ali. Ficava faltando apenas Sérgio Magrão, o contrabaixista do grupo.
Flávio Venturini e Magrão se conheceram em São Paulo no Terço. Foram convidados por Sérgio Hinds para fazer parte da terceira formação do grupo. Entre 77 e 79, já desligado do Terço, o baixista teve sua própria agência de propaganda, a Trâmite Publicidade , em sociedade com o publicitário Daniel Haar. A empresa ficava numa casa em Perdizes, um bairro em São Paulo. O 14 BIS nasceu ali no pequeno estúdio
que mantinha para gravar os jingles das campanhas. Curioso o fato da maioria não estar tocando com ninguém. Desde quando Beto Guedes partiu para a carreira solo, Vermelho e Cláudio estavam em São Paulo trabalhando em aluguel de equipamentos de som para shows, que eles próprios operavam. Flávio e Vermelho tinham participado no ano anterior das gravações do Clube da Esquina II, de Milton nascimento, incluindo alguns arranjos. Cláudio, no início de 79, acompanhou Lô Borges - com quem aliás
começou - no seu disco Via Láctea, além de tocar nos shows do amigo.
Mas todos queriam dar um outro rumo às suas carreiras.
Flávio, Vermelho, Cláudio e Hely estavam planejando montar uma banda ainda sem nome. Precisavam de um contrabaixista e convidaram Magrão, considerado um dos melhores músicos da década de 70. " Quando escutei "perdidos em Abbey Road" e "pedra Menina" fiquei alucinado. Era tudo o que eu queria, com vocal, harmonia e muita influência dos Beatles" - conta o único carioca do grupo.
A gravadora EMI-Odeon vinha sondando Flávio Venturini para gravar um disco solo, este propôs o trabalho da banda, ainda sem nome.
Depois de muito "brainstorm" , surgiu o nome 14 BIS que agradou a todos e batizou também o disco.
Convidaram Milton Nascimento para produtor. A estréia em disco, em 79, não podia ter melhor padrinho.
O 14 BIS surge num momento em que o mercado carecia de bandas com um som jovem. Além dele, só havia A Cor do Som e o Roupa Nova.
As canções melódicas, originais, com vocais apuradíssimos e a interessante mistura de rock progressivo e a música regional repercutiram não só entre o público mas também na crítica, que recebeu favoravelmente o trabalho. Os cinco foram retratados em estilo barroco na capa do primeiro disco pelo pintor Pedro Algaza, que recebeu elogios de Caetano Veloso.
Venderam 70 mil cópias do disco, o que para a época era considerada uma performance excelente. "Canção da América" e "Natural" estouraram nas rádios. O grupo vivia nos mais importantes programas de televisão da época: Globo de Ouro, Chacrinha, Bolinha, Angélica, além de muitos Fantásticos. Bancaram os atores na novela Coração Alado, da TV Globo, na qual o personagem de Tarcísio Filho tinha um conjunto.
Uma das ambições do 14 BIS era se manter na vanguarda tecnológica dos grupos de rock do país. A preocupação com a qualidade do som sempre foi uma constante. Já em 82, foram aos EUA. Voltaram cem mil dólares mais pobres e com uma tonelada e meia de equipamentos de última geração.
Antes, em 80, já haviam lançado o segundo LP, o 14 BIS II, que trazia um clássico da década, "Caçador de mim". Mais tarde Simone e Milton Nascimento regravaram "Caçador de mim". Os sucessos se multiplicavam. Cada disco tinha parada obrigatória, às vezes com duas ou mais músicas, na lista das mais executadas das rádios de todo o Brasil. Espelho das Águas (EMI/81) com "A qualquer tempo", "Nos bailes da vida" e "Mesmo de brincadeira"; Além Paraíso (EMI/82) com "Uma velha canção rock'n roll" e "Linda juventude"; Idade da Luz(EMI/83) - com parte da produção feita em Los Angeles - com "Todo azul do mar" e "Nave de prata".
Com A Nave Vai (EMI/85), a preocupação em utilizar os melhores recursos tecnológicos à disposição no mercado redobrou. O esmero nos arranjos também.
Sentiram necessidade de trocar experiências com outros músicos. Convidaram o saxofonista Leo Gandelman para participar dos arranjos da faixa "Só se for", sucesso do disco Sete(EMI/87) contou com a participação de Renato Russo ("Mais uma vez") e Kiko Zambianchi("Templo").


PONTO DE MUTAÇÃO

Ainda em 87, um acontecimento veio modificar o rumo do 14 BIS. Desde 82, Flávio Venturini vinha se equilibrando na corda banda para conciliar duas agendas. Tentou ao máximo desenvolver sua carreira solo sem prejuízo da banda. Até ali tinha conseguido, mas as custas de um desgaste enorme.
Com a aprovação e o incentivo da banda, fizeram um último disco juntos ( 14 BIS ao Vivo/EMI/87), gravado ao vivo no Palácio das Artes, em Belo-Horizonte, em pleno Natal, para fazer sua despedida em grande estilo. Vieram ônibus de fã-clubes do Brasil inteiro.A saída de Flávio não alterou a agenda de mais de cem shows anuais da banda. O novo disco, Quatro por Quatro (EMI/93), demorou um pouco a chegar.
Quiseram dar-se esse tempo para maturar novas canções e buscar uma sonoridade que melhor expressasse a transição por que estavam passando.
Foram convidados pelo produtor Mariozinho Rocha para entrar na trilha da novela Pedra sobre Pedra, da TV Globo, com "Dona de mim" (Moacyr Luz e Aldir Blanc). Qualquer dúvida a respeito da capacidade de sobrevivência do grupo sem Flávio Venturini foi dissipada com a enorme repercussão de "Dona de mim".
Não precisavam provar mais nada a ninguém!
Cláudio, Hely, Vermelho e Magrão ainda tiveram que passar por uma nova transição. Saíram da EMI após quase 15 anos de trabalho, o mesmo tempo que tinham de carreira. Não se abateram. Logo arregaçaram as mangas e em 95 lançaram o CD Siga o Sol, já pela gravadora Velas.
Tiveram carta branca e gravaram em Nova York, onde permaneceram um mês, com o produtor Mairton Bahia, o mesmo de João Gilberto e Legião Urbana.

NOVOS RUMOS

Uma nova experiência os aguardava entre 97 e 98. Foram contratados juntamente com o grupo vocal Boca Livre para fazer shows no interior de São Paulo.
O encontro foi um êxito junto ao público, um verdadeiro achado. Desde então, os dois grupos separaram parte da agenda para um trabalho em conjunto. Além da experiência musical muito rica e dos muitos pontos em comum, os rapazes se divertem demais com o encontro e o público só tem a ganhar.
Em 1999 o 14 BIS se envolve num novo projeto ainda mais instigante. Para quem se habituou a ouvi-los envoltos em sofisticadas parafernálias tecnológicas, como é de se esperar, aliás, em qualquer banda de rock, vai ser uma surpresa. Foi lançado o acústico do 14 BIS com participações especiais de Flávio Venturini, Beto Guedes, Lô Borges, Milton Nascimento e do Boca Livre. Em 99, o público já conta com o novo CD, que vem com dez regravações e quatro inéditas.
Em 2001 os shows realizados com o Boca Livre transformou-se em um cd gravado ao vivo no ATL Hall, Rio de Janeiro.
Em 2004 lança um cd de músicas inéditas, Outros Planos. Os rapazes do 14 BIS encararam cada trabalho como uma oportunidade de renovação. Qual o segredo? Tudo tem sabor de primeira vez. Dos beatles, ídolos de sua juventude e influência maior, fazem questão de manter uma diferença: para eles o começo foi um sonho, um sonho real que não tem mais fim.

Stella T. Caymmi


Discografia


1979 - 14 Bis
1980 - 14 Bis II
1981 - Espelho das Águas
1982 - Além Paraíso
1983 - A Idade da Luz
1985 - A Nave Vai
1987 - Sete
1987 - 14 Bis Ao Vivo
1993 - Quatro por Quatro
1996 - Siga o Sol
1999 - Bis (Este trabalho é fantástico)
2000 - 14 Bis e Boca Livre Ao Vivo
2004 - Outros Planos
2007 - 14 Bis Ao Vivo (CD e DVD)



Fonte: Site Oficial



1979 - 14 Bis
Capas



1980 - 14 Bis II
Capas


1981 - Espelho das Águas
Capas


1982 - Além Paraíso


1983 - A Idade da Luz


1985 - A Nave Vai


1987 - Sete


1993 - 4X4


1996 - Siga O Sol



2004 - Outros Planos
Capas


Abraços a todos do TREMDEDOIDO.

domingo, 16 de março de 2008

segunda-feira, 10 de março de 2008




A banda mineira, sempre liderada pelo fundador, o compositor e violinista Marcus Viana, foi criada em 1979, logo após sua saída da então extinta Saecula Saeculorum. Lançou seu primeiro disco em 1984, que teve ótima repercussão no exterior (particularmente no Japão, onde eram lançados primeiro em CD). Apesar disto, no Brasil, só se tornou efetivamente conhecida do grande público após a inclusão da canção "Flecha", de seu 2o. disco (homônimo), na trilha sonora da telenovela "Que Rei Sou Eu", da Rede Globo, com direito a exibição de seu respectivo clipe no programa dominical "Fantástico".
Além de explorar a música instrumental, inclusive com a utilização de violino, e letras que faziam refência a paz e o culto à natureza, a capa de seus álbuns eram visualmente bem elaborados.
Ao compor a canção "Tango" para a minissérie "Kananga do Japão", da Rede Manchete, Marcus conheceu Jayme Monjardim, que posteriormente convidou-o a compor a trilha da próxima grande produção da emissora: Pantanal, que fora o fio condutor de "Farol da Liberdade", terceiro CD da banda, que continha duas canções da novela, além da a própria Suíte Sinfônica, esta última assinada apenas por Marcus mas ambas lançadas com o mesmo argumento (préviamente citado), na mesma época. O tipo de música utilizado na trilha foi tão marcante e inovador quanto a própria sensação causada pela telenovela, com fartura de imagens da natureza e temática distinta da que era normalmente adotada pelas produções da Rede Globo. A partir de então, Marcus depositaria suas principais atenções não apenas sobre o Sagrado, mas também sobre sua carreira solo.
Depois do lançamento de Grande Espírito em 1993 o grupo entrou em um longo hiato que só teria fim em 2000, com o lançamento de um disco composto de inéditas e alguns rearranjos de trabalhos de Viana e até da canção "Terra" de Caetano Veloso intitulado "À Leste do Sol, Oeste da Lua". Dele participam antigos membros e convidados como André Matos, na época, recém saído do Angra. No ano seguinte é lançado "Sacred Heart of Earth", um CD voltado para o mercado exterior, com canções importantes na carreira do Sagrado repaginadas e com letras em inglês. Em 2002 saíram duas coletâneas que também traziam algumas novas edições e arranjos: "Coletânea I - Canções" e "Coletânea II - Instrumental".
O Sagrado Coração da Terra encontra-se em jejum de shows, mas ainda participa de gravações em estúdio junto a Marcus Viana e prevê para este ano de 2007 o lançamento de seu primeiro DVD que já será em edição dupla.


Formação

Alexandre Lopes - violão e guitarra
Fernando Campos - guitarra
Gilberto Diniz - baixo
Nenen - bateria e percussão
Giacomo Lombardi - sintetizador
Inês Brando - piano
Sebastião Viana - flauta
Andersen Viana - flauta
Lincoln Cheib - pratos
Paulinho Santos - percussão

Discografia

Sagrado Coração da Terra (1984)
Flecha (1987)
Farol da Liberdade (1991)
Grande Espírito (1993)
A Leste do Sol, Oeste da Lua (2000)
Canções (2002) (coletânea)
Instrumental (2002) (coletânea)
Sacred Heart of Earth (2001) (coletânea)


Fonte: Wikipedia

Site Oficial



CANÇÕES


Abraços a todos do TREMDEDOIDO.

domingo, 9 de março de 2008

14 BIS

Este é um dos melhores acústicos que já ouvi !
Planeta Sonho ficou com um arranjo fenomenal !



ACÚSTICO

CAPAS


Abraços a todos do TREMDEDOIDO.

domingo, 9 de dezembro de 2007




Journey é uma banda estado-unidense de rock formada em 1973 em San Francisco, Califórnia. A banda passou por diversas fases, sendo mais conhecida pelos sucessos na rádio no início da década de 1980, com uma série de baladas como "Faithfully", "Lights", "Open Arms", além das mais pesadas "Don't Stop Believin'", "Any Way You Want It", "Separate Ways (Worlds Apart)" e "Wheel in the Sky".

Integrantes


Formação Atual
Neal Schon - guitarra base
Jonathan Cain - teclado
Ross Valory - baixo
Deen Castronovo - bateria

Ex-Integrantes
Jeff Scott Soto - vocal (Último show em 12 de maio de 2007 - demitido)
Steve Augeri - vocal (1998 - 2006)
Steve Perry - vocal (1977 - 1987, 1996 - 1998)
Steve Smith - bateria (1979 - 1985, 1996 - 1998)
Gregg Rolie - teclado e vocal (1973 - 1977), teclado (1977 - 1980)
Aynsley Dunbar - bateria (1974 - 1979)
George Tickner - guitarra rítmica (1973 - 1976)
Robert Fleischman - vocal (1977)
Prairie Prince - bateria (1973 - 1974)
Randy Jackson - baixo (1985 - 1987)
Larrie Londin - bateria (1985 - 1986)
Bob Glaub - baixo (1985)
Mike Baird - bateria (1986-1987, somente turnês)

Discografia


Albuns De Estúdio
Journey (1975)
Look into the Future (1976)
Next (1977)
Infinity (1978)
Evolution (1979)
Departure (1980)
Dream After Dream (1980)
Escape (1981)
Frontiers (1983)
Raised on Radio (1986)
Trial by Fire (1996)
Arrival (2001)
Red 13 EP (2002)
Generations (2005)

Albuns Ao Vivo
Captured (1981)
Greatest Hits Live (1998)

Compilações
In the Beginning (1980)
Greatest Hits (1988)
The Ballade (1991)
Time3 (1992)
The Journey Continues (2001)
The Essential Journey (2001)
Open Arms (2004)

Vídeos
Frontiers and Beyond (1984)
Journey 2001 (2001)
Greatest Hits 1977-1997 (2004)
Live in Houston 1981: The Escape Tour (2005)


Fonte: Wikipedia

Site Oficial



Infinity



Escape



Frontiers


Abraços a todos do TREMDEDOIDO.




Com seu mais recente disco Rewired, um novo capítulo se abre na carreira de Mike + The Mechanics com o cantor e compositor Paul Carrack. A banda teve início originalmente como um projeto solo de Mike Rutherford, algo que lhe permitisse desenvolver algumas idéias que não se encaixavam no formato Genesis, e que possibilitariam a ele trabalhar com diferentes músicos. "Trata-se de variedade e de espaço para novas experiências", explica Mike. "No mundo do jazz, é normal as pessoas circularem mudando combinações." Anteriormente, a formação de Rutherford trazia o tecladista Adrian Lee e o baterista Peter Van Hooke, ex-integrantes da banda de Van Morrison. Juntos, eles gravaram faixas de fundo para as músicas que Mike havia escrito (algumas em parceria com o compositor B.A.Robertson), finalizadas quando Paul Carrack e o ex-cantor do Sad Café Paul Young foram chamados para adicionar vocais. "O álbum antes desse - e isso não é coincidência - foi o único em que eu cantei!", admite Mike. "Trabalhei com grandes músicos, como Peter Gabriel e Phil Collins, e uma vez que você tem vocalistas desse calibre, fica frustrado tentando cantar caso não tenha uma voz tão boa, como eu. Sabia que a voz de Paul Carrack era muito melhor, e a combinação funcionou. Os Mechanics não eram o que ele normalmente fazia, e isso é parte do charme, eu acho."
Lançado em 1985, o álbum homônimo de estréia da banda foi sucesso imediato, entrando nas paradas americanas com dois grandes hits, "Silent Running" e "All I Need Is A Miracle". Ninguém se surpreendeu mais que a própria banda.
Lançado como um single, a faixa-título do álbum seguinte, The Living Years, rendeu a eles o primeiro hit nº1 nas paradas americanas, e o Mike + The Mechanics foi impelido ao vertiginoso mundo de uma verdadeira banda de sucesso global.
Através dos discos seguintes, essa situação gradualmente mudou e o Mike + The Mechanics evoluiu tornando-se uma entidade mais democrática - em grande parte para o alívio de Rutherford, verdade seja dita.
Nenhum dos lançamentos americanos subseqüentes da banda pôde igualar o sucesso inicial; situação que Rutherford acredita que se deve em parte à natureza altamente compartimentada da programação das rádios americanas. "Tivemos um grande início nos EUA com 'Silent Running', um tipo de rock pesado, bom para estações de rádio", lembra-se. "E então fizemos 'The Living Years', que eu sempre comparei àquela música estrangeira 'I Want To Know What Love Is'. Você pega uma dessas grandes músicas de balada, uma canção mais suave, e é um enorme sucesso, e as pessoas nunca te vêem da mesma forma novamente. Então ficou mais difícil tocar Mike + The Mechanics nas rádios depois disso."
Ironicamente, enquanto a popularidade deles diminuía nos Estados Unidos, a reputação da banda ganhava ímpeto do outro lado do Atlântico, confirmado pelo hit de 1995 nas paradas inglesas "Over My Shoulder", primeira música com Rutherford e Carrack como co-autores a se tornar um grande sucesso de rádio. "Acho que compor 'Over My Shoulder' realmente ajudou a revigorar a banda", avalia Paul.



O disco que trouxe a música, Beggar On A Beach Of Gold, marcou a volta da banda aos Álbuns Top Dez da Inglaterra.
Apesar do sucesso Top Três da compilação de 1996 Hits, prioridades conflitantes o prejudicaram, principalmente a própria carreira em crescimento de Paul Carrack e a triste morte do outro cantor da banda, Paul Young. Parecia que Mike & The Mechanics (também conhecido como M6), de 1999, seria a última criação do grupo.
A banda havia de fato suspendido o trabalho quando, logo no início do novo milênio, Mike Rutherford convidou Paul Carrack e B. A. Robertson a sua hacienda espanhola para compor algumas músicas.
As músicas começaram a se transformar em um álbum quando o velho amigo (e baterista original do Mechanics) Peter Van Hooke se envolveu. Um competente produtor talvez mais conhecido por seu inovador trabalho com Tanita Tikaram, Van Hooke trouxe a objetividade e visão logística necessária para levar o projeto adiante, e também a decisão de convidar jovens músicos como Rupert Cobb e Will Bates para ajudar com um novo design de som que reflete uma abordagem mais cinematográfica. O resultado é um novo caminho para o Mike + The Mechanics, um álbum cujo tom e estilo reflete progressos contemporâneos em música tecno e urbana, assim como em rock. Há até mesmo uma montagem digital dub-funk, "Rewired". "As músicas são bastante tradicionais como canções, mas a produção é diferente e mais aventureira", admite Paul.
Trazendo uma série de músicas com a visão 'marca registrada' atenciosa e inteligente da banda em questões do coração, relacionamentos e família, o disco foi gravado na Fisher Lane Farm, o estúdio do Genesis em Guildford - mas como Carrack admite, "Poderia ter sido feito em qualquer lugar". Sem contrato de gravação ou prazo final, a banda pôde se dar ao luxo de trabalhar em seu próprio ritmo, em direção a seus próprios objetivos. Apenas quando o álbum foi finalizado foi que o grupo o ofereceu à gravadora (que surpreendentemente aproveitou a oportunidade). Esse foi um fator importante na criação de Rewired, não apenas por ter libertado os músicos e compositores, mas também por deixar a equipe pequena e extremamente focada. O resultado é um impressionantemente diverso mas coerente conjunto de
músicas marcadas por uma sofisticada paleta moderna de som e pela profundidade emocional que esperamos do Mike + The Mechanics.
Seguindo o lançamento de Rewired, o próximo item na agenda do revitalizado Mike + The Mechanics é uma pequena série de shows de verão abrindo para Phil Collins em diversos estádios europeus. "Temos o mesmo empresário", explica Mike, "e tudo pareceu fácil, muito difícil de recusar - será um público, uma equipe e um gerente similar. Não estamos tentando sair por aí sendo atração principal, vamos ver até onde isso nos levará."


DISCOGRAFIA

Mike + The Mechanics (1985)
The Living Years (1988)
Word Of Mouth (1991)
Beggar On A Beach Of Gold (1995)
Hits (1996)
Mike & The Mechanics (M6) (1999)
Rewired (2004)

Fonte: EMI

Site Oficial



Hits


Abraços a todos do TREMDEDOIDO.

sábado, 17 de novembro de 2007





BANDAS MINEIRAS


14 BIS


A influência dos Beatles sobre gerações de músicos em todo o mundo, principalmente sobre aqueles que foram seus contemporâneos, é indiscutível. Muitos foram os músicos que perceberam a riqueza de possibilidades da chamada música pop a partir do tratamento inovador - arranjos sofisticados, harmonias complexas e um vocal cuidadoso - dado às suas canções pelo grupo inglês.
Não foi diferente com os cinco rapazes do 14 BIS, que entre outras influências - brasileiríssimas por sinal - tiveram nos Beatles o fator decisivo para sua formação.
Mas as semelhanças terminam aí. Longe de recorrer ao recurso fácil e perigoso da simples clonagem, Flávio Venturini, Vermelho, Hely Rodrigues, Cláudio Venturini e Sérgio Magrão, partiram dos Beatles para compreender a música brasileira e buscar um som próprio, moderno, lírico e de qualidade.
Conseguiram tanto que estão na estrada há quase vinte anos. Sobreviveram à saída do líder da banda, Flávio Venturini, em 87, sem perder o rumo. Uma bela Volta por cima. Diferentemente de inúmeros grupos de rock esquecidos na poeira da década de 80, o 14 BIS provou que veio para ficar.
Em 77, Flávio deixou o Terço. Logo em seguida, gravou A Página do Relâmpago Elétrico (EMI Odeon), primeiro disco de Beto Guedes. A Página do Relâmpago Elétrico foi lançado no Teatro Ipanema, em janeiro de 78, em pleno verão carioca. Cláudio, que havia terminado o curso técnico em eletrônica e já estava no ITA cursando engenharia eletrônica, cada vez mais apaixonado por música, encontrou um caminho do meio para seus talentos: foi ser técnico de som dos shows de Beto. Após o lançamento no Rio, seguiram em turnê pelo Brasil.
Impossibilitado de continuar freqüentando as aulas, Cláudio largou a faculdade. Beto, vermelho, Hely Rodrigues, Zé Eduardo e Flávio Venturini formavam a banda. Praticamente todos os futuros integrantes do 14 BIS estavam ali. Ficava faltando apenas Sérgio Magrão, o contrabaixista do grupo.
Flávio Venturini e Magrão se conheceram em São Paulo no Terço. Foram convidados por Sérgio Hinds para fazer parte da terceira formação do grupo. Entre 77 e 79, já desligado do Terço, o baixista teve sua própria agência de propaganda, a Trâmite Publicidade , em sociedade com o publicitário Daniel Haar. A empresa ficava numa casa em Perdizes, um bairro em São Paulo. O 14 BIS nasceu ali no pequeno estúdio
que mantinha para gravar os jingles das campanhas. Curioso o fato da maioria não estar tocando com ninguém. Desde quando Beto Guedes partiu para a carreira solo, Vermelho e Cláudio estavam em São Paulo trabalhando em aluguel de equipamentos de som para shows, que eles próprios operavam. Flávio e Vermelho tinham participado no ano anterior das gravações do Clube da Esquina II, de Milton nascimento, incluindo alguns arranjos. Cláudio, no início de 79, acompanhou Lô Borges - com quem aliás
começou - no seu disco Via Láctea, além de tocar nos shows do amigo.
Mas todos queriam dar um outro rumo às suas carreiras.
Flávio, Vermelho, Cláudio e Hely estavam planejando montar uma banda ainda sem nome. Precisavam de um contrabaixista e convidaram Magrão, considerado um dos melhores músicos da década de 70. " Quando escutei "perdidos em Abbey Road" e "pedra Menina" fiquei alucinado. Era tudo o que eu queria, com vocal, harmonia e muita influência dos Beatles" - conta o único carioca do grupo.
A gravadora EMI-Odeon vinha sondando Flávio Venturini para gravar um disco solo, este propôs o trabalho da banda, ainda sem nome.
Depois de muito "brainstorm" , surgiu o nome 14 BIS que agradou a todos e batizou também o disco.
Convidaram Milton Nascimento para produtor. A estréia em disco, em 79, não podia ter melhor padrinho.
O 14 BIS surge num momento em que o mercado carecia de bandas com um som jovem. Além dele, só havia A Cor do Som e o Roupa Nova.
As canções melódicas, originais, com vocais apuradíssimos e a interessante mistura de rock progressivo e a música regional repercutiram não só entre o público mas também na crítica, que recebeu favoravelmente o trabalho. Os cinco foram retratados em estilo barroco na capa do primeiro disco pelo pintor Pedro Algaza, que recebeu elogios de Caetano Veloso.
Venderam 70 mil cópias do disco, o que para a época era considerada uma performance excelente. "Canção da América" e "Natural" estouraram nas rádios. O grupo vivia nos mais importantes programas de televisão da época: Globo de Ouro, Chacrinha, Bolinha, Angélica, além de muitos Fantásticos. Bancaram os atores na novela Coração Alado, da TV Globo, na qual o personagem de Tarcísio Filho tinha um conjunto.
Uma das ambições do 14 BIS era se manter na vanguarda tecnológica dos grupos de rock do país. A preocupação com a qualidade do som sempre foi uma constante. Já em 82, foram aos EUA. Voltaram cem mil dólares mais pobres e com uma tonelada e meia de equipamentos de última geração.
Antes, em 80, já haviam lançado o segundo LP, o 14 BIS II, que trazia um clássico da década, "Caçador de mim". Mais tarde Simone e Milton Nascimento regravaram "Caçador de mim". Os sucessos se multiplicavam. Cada disco tinha parada obrigatória, às vezes com duas ou mais músicas, na lista das mais executadas das rádios de todo o Brasil. Espelho das Águas (EMI/81) com "A qualquer tempo", "Nos bailes da vida" e "Mesmo de brincadeira"; Além Paraíso (EMI/82) com "Uma velha canção rock'n roll" e "Linda juventude"; Idade da Luz(EMI/83) - com parte da produção feita em Los Angeles - com "Todo azul do mar" e "Nave de prata".
Com A Nave Vai (EMI/85), a preocupação em utilizar os melhores recursos tecnológicos à disposição no mercado redobrou. O esmero nos arranjos também.
Sentiram necessidade de trocar experiências com outros músicos. Convidaram o saxofonista Leo Gandelman para participar dos arranjos da faixa "Só se for", sucesso do disco Sete(EMI/87) contou com a participação de Renato Russo ("Mais uma vez") e Kiko Zambianchi("Templo").


PONTO DE MUTAÇÃO

Ainda em 87, um acontecimento veio modificar o rumo do 14 BIS. Desde 82, Flávio Venturini vinha se equilibrando na corda banda para conciliar duas agendas. Tentou ao máximo desenvolver sua carreira solo sem prejuízo da banda. Até ali tinha conseguido, mas as custas de um desgaste enorme.
Com a aprovação e o incentivo da banda, fizeram um último disco juntos ( 14 BIS ao Vivo/EMI/87), gravado ao vivo no Palácio das Artes, em Belo-Horizonte, em pleno Natal, para fazer sua despedida em grande estilo. Vieram ônibus de fã-clubes do Brasil inteiro.A saída de Flávio não alterou a agenda de mais de cem shows anuais da banda. O novo disco, Quatro por Quatro (EMI/93), demorou um pouco a chegar.
Quiseram dar-se esse tempo para maturar novas canções e buscar uma sonoridade que melhor expressasse a transição por que estavam passando.
Foram convidados pelo produtor Mariozinho Rocha para entrar na trilha da novela Pedra sobre Pedra, da TV Globo, com "Dona de mim" (Moacyr Luz e Aldir Blanc). Qualquer dúvida a respeito da capacidade de sobrevivência do grupo sem Flávio Venturini foi dissipada com a enorme repercussão de "Dona de mim".
Não precisavam provar mais nada a ninguém!
Cláudio, Hely, Vermelho e Magrão ainda tiveram que passar por uma nova transição. Saíram da EMI após quase 15 anos de trabalho, o mesmo tempo que tinham de carreira. Não se abateram. Logo arregaçaram as mangas e em 95 lançaram o CD Siga o Sol, já pela gravadora Velas.
Tiveram carta branca e gravaram em Nova York, onde permaneceram um mês, com o produtor Mairton Bahia, o mesmo de João Gilberto e Legião Urbana.

NOVOS RUMOS

Uma nova experiência os aguardava entre 97 e 98. Foram contratados juntamente com o grupo vocal Boca Livre para fazer shows no interior de São Paulo.
O encontro foi um êxito junto ao público, um verdadeiro achado. Desde então, os dois grupos separaram parte da agenda para um trabalho em conjunto. Além da experiência musical muito rica e dos muitos pontos em comum, os rapazes se divertem demais com o encontro e o público só tem a ganhar.
Em 1999 o 14 BIS se envolve num novo projeto ainda mais instigante. Para quem se habituou a ouvi-los envoltos em sofisticadas parafernálias tecnológicas, como é de se esperar, aliás, em qualquer banda de rock, vai ser uma surpresa. Foi lançado o acústico do 14 BIS com participações especiais de Flávio Venturini, Beto Guedes, Lô Borges, Milton Nascimento e do Boca Livre. Em 99, o público já conta com o novo CD, que vem com dez regravações e quatro inéditas.
Em 2001 os shows realizados com o Boca Livre transformou-se em um cd gravado ao vivo no ATL Hall, Rio de Janeiro.
Em 2004 lança um cd de músicas inéditas, Outros Planos. Os rapazes do 14 BIS encararam cada trabalho como uma oportunidade de renovação. Qual o segredo? Tudo tem sabor de primeira vez. Dos beatles, ídolos de sua juventude e influência maior, fazem questão de manter uma diferença: para eles o começo foi um sonho, um sonho real que não tem mais fim.

Stella T. Caymmi


Discografia


1979 - 14 Bis
1980 - 14 Bis II
1981 - Espelho das Águas
1982 - Além Paraíso
1983 - A Idade da Luz
1985 - A Nave Vai
1987 - Sete
1987 - 14 Bis Ao Vivo
1993 - Quatro por Quatro
1996 - Siga o Sol
1999 - Bis (Este trabalho é fantástico)
2000 - 14 Bis e Boca Livre Ao Vivo
2004 - Outros Planos
14 Bis Ao Vivo (CD e DVD)



Fonte: Site Oficial



14 Bis - 14Bis (1979)


Badongo


Abraços a todos do TREMDEDOIDO.





Marillion é uma banda de rock progressivo formada em 1979. Eles são os expoentes mais populares do sub-gênero conhecido como neo-progressivo. A banda foi formada como Silmarillion, inspirada no livro de mesmo nome de J.R.R. Tolkien. Depois de uma alta rotatividade de integrantes nos primeiros anos, Steve Rothery foi o único membro original a permanecer. O nome do grupo foi encurtado depois de uma ameaça de processo feita pela família de Tolkien em 1980. O grupo lança seu primeiro compacto em 1982, "Market Square Heroes". Depois do sucesso alcançado, eles lançam seu primeiro álbum em 1983.

A ERA FISH


Os primeiro trabalhos do Marillion continham as letras poéticas e introspectivas de Fish, moldados com arranjos musicais complexos e sutis, refletindo as influências claras da banda com o rock progressivo, especialmente de bandas como Genesis, Van der Graaf Generator, Rush (principalmente na fase dos anos 1970) e Yes.
Lançaram seu primeiro single em 1982, Market Square Heroesno lado A, e que continha o épico Grendel, de 17min., no lado B. Em 1983 a banda lançou seu primeiro álbum, Script for a Jester's Tear. Apesar do clima sombrio do disco em si, o álbum surpreende pelos instrumentais bem trabalhados e pela intensidade de sua concepção musical. Para os fãs de rock progressivo mais aficcionados, este foi o melhor álbum. A crítica o considera uma referência para todo o gênero progressivo. O segundo álbum, Fugazi (1984), foi construído sobre o sucesso do primeiro álbum e com uma nítida influência de música eletrônica. Lançaram então em novembro de 1984 seu primeiro álbum ao vivo, Real to Reel.
O terceiro álbum Misplaced Childhood, de 1985, foi o mais bem sucedido comercialmente da banda. O álbum Clutching at Straws (1987) reforçou o apelo mais melódico dos dois discos predecessores e lidou com temas como o excesso, alcoolismo e a vida na estrada, representado a rotina da banda em suas turnês, o que também acabou resultando na saída de Fish da banda, partir este para a carreira solo. A perda do líder deixou uma grande marca na banda e a projetou para uma sensível mudança de direcionamento e estilo musicais.
Após batalhas legais, o contato entre Fish e os outros quatro membros do Marillion não foi refeito até 1999. Apesar de atualmente estarem em cordiais, ambas as partes deixaram claro a impossibilidade em uma reunião da banda nos termos anteriores a 1988.


A ERA H


Após a divisão, a banda realizou turnê com Steve Hogarth, ex-tecladista e vocalista do The Europeans, preenchendo o lugar de Fish. Hogarth estava em situação complicada, pois a banda já havia gravado alguns demos para o próximo álbum, que se tornaria Seasons, com Fish nos vocais e suas letras. Hogarth teve que recriar as letras para as canções já existentes juntamente com o autor John Helmer. O segundo álbum de Hogarth com a banda, Holidays In Eden, foi o primeiro que ele escreveu em parceria com a banda, e inclui a canção Dry Land, que Hogarth já havia escrito e gravado em projeto anterior com a banda How We Live. Holidays In Eden é considerado por muitos como o álbum mais comercial do Marillion, contendo muitas faixas adequadas ao formato de rádio. Entretando, seu sucessor foi Brave, um extenso e bem amarrado álbum conceitual que exigiu da banda dezoito meses para ser lançado. Ele também marca o início do relacionamento do Marillion com o produtor musical Dave Meegan. Um filme independente baseado no álbum, que contava com a presença da banda, também foi lançado. Enquanto aclamado pela crítica, não obteve sucesso comercial, mas é atualmente considerado um dos melhores álbuns de rock progresivo lançado nos anos 1990.
O próximo álbum, Afraid Of Sunlight, foi lançado às pressas, se tornando o último trabalho da banda com a gravadora EMI. Entretanto, é considerado como um dos álbuns clássicos da banda. Conta com a faixa Out of This World, uma canção sobre Donald Campbell, que morreu enquanto tentava quebrar um recorde de velocidade na água. A canção inspirou os esforços para recuperar das águas Campbell e o Bluebird K7, o barco com o qual ele se acidentou. As buscas terminaram com sucesso em 2001, e tanto Steve Hogarth quanto Steve Rothery foram convidados para a ocasião.
Os álbuns e eventos seguintes foram uma tentativa da banda de encontrar seu lugar no mercado da música. This Strange Engine foi lançado em 1997 com pouca divulgação de sua nova gravadora, a Castle Records, e a banda não conseguiu financiamentos para realizar turnês pelos Estados Unidos. Apesar disso, seus fãs norte-americanos conseguiram resolver o problema ao arrecadar $60.000 para trazer a banda ao seu país.
O décimo álbum da banda, Radiation, mostrou a banda usando uma abordagem drasticamente diferente para se tornar mais moderna e refletir as influências de bandas alternativas como Radiohead, tendo sido recebido pelos fãs com reações diversas. O álbum Marillion.com foi lançado no ano seguinte e mostrou progresso da banda nessa nova direção. A banda, ainda insatisfeita com sua situação perante as gravadoreas, decidiu tentar arrecadar fundos para a gravação de seu próximo álbum através dos fãs ao aceitar pré-compras antes mesmo do álbum ter sido lançado. A resposta foi bastante positiva, e eles conseguiram arrecadar mais fundos que o próprio custo da produção para gravar e lançar Anoraknophobia em 2001. O Marillion conseguiu desfazer um contrato com a EMI para auxliar na distribuição dos álbuns, permitindo à banda todos os direitos autorais de sua música.
O sucesso de Anoraknophobia permitiu aos cinco a gravação de outro álbum, mas a banda decidiu utilizar novamente seus fãs para ajudar na arrecadação de dinheiro através de promoções do novo álbum. Novamente a resposta do público foi bem sucedida, e Marbles foi lançado em 2004, com uma versão dupla disponível somente através da página oficial da banda. A banda lançou os singles You're Gone e Don't Hurt Yourself, ambos tendo alcançado as paradas britânicas. O Marillion continuou em turnê durante o ano de 2005, tocando em vários festivais e embarcando em turnês acústicas pela Europa e Estados Unidos. Um novo DVD foi lançado em fevereiro de 2006, um documentário sobre a criação, promoção, lançamento e as turnês do seu álbum Marbles. Em abril de 2007 o Marillion lança, novamente de maneira independente, seu décimo terceiro disco: Somewhere Else.


CURIOSIDADES

Vários álbuns do Marillion contêm referências ao Pink Floyd. Uma delas está na ilustração do álbum Fugazi, que mostra um quarto desarrumado. No assoalho do cômodo é possível ver a capa do álbum A Saucerful of Secrets. Outras pista deixada por Fish no álbum Misplaced Childhood é a canção White Feather. Fish canta ...divided we stand, together we rise, o que é uma distorção de together we stand, divided we fall, o último verso de Hey You, também do álbum The Wall.



INTEGRANTES


Fish - vocais (até 1988)
Steve Hogarth (vulgo "H") - vocal
Steve Rothery - guitarra e violão
Pete Trewavas - contrabaixo e vocal de apoio
Mark Kelly - teclados
Mick Pointer - bateria (até 1983)
Ian Mosley - bateria

DISCOGRAFIA


Álbuns de Estúdio
Script for a Jester's Tear (1983)
Fugazi (1984)
Misplaced Childhood (1985)
Clutching at Straws (1987)
Season's End (1989)
Holidays In Eden (1991)
Brave (1994)
Afraid of Sunlight (1995)
This Strange Engine (1997)
Radiation (1998)
marillion.com (1999)
Anoraknophobia (2001)
Marbles (2004)
Somewhere Else (2007)

Compilações
Brief Encounter (Estados Unidos, 1986)
B'Sides Themselves (1988)
From Stoke Row To Ipanema (1990)
A Singles Collection (1992) (conhecido como Six of One, Half Dozen of the Other)
Marillion Music Collection (Itália, 1993)
Kayleigh (Países Baixos, 1996)
Essential Collection (Reino Unido, 1996)
The Best of Marillion (Rússia, 1996)
The Best Of Both Worlds (1997)
Real to Reel and Brief Encounter (1997)
Kayleigh- (Reino Unido, 1998)
The Singles '82-88' (2000)
The Singles '89-95' (2002)
Warm Wet Circles (Países Baixos, 2003)

Álbuns ao Vivo
Real to Reel (1984)
Made Again (1996)
The Thieving Magpie (álbum duplo, 1988)
Anorak in the UK (álbum duplo, 2002)
Popular Music (álbum duplo, 2005)
Marbles Live (2005)
Marbles by the Sea (2005)

VIDEOGRAFIA


Recital of the Script (1983, re-lançado em DVD em 2003)
Grendel/The Web EP (1984)
1982-1986 The Videos (1986)
Sugar Mice/Incommunicado (1987)
Live from Loreley (1987, re-lançado em DVD em 2004)
From Stoke Row To Ipanema ('A Year in the Life...') (1990, re-lançado em DVD em 2003)
Six of one half a dozen the others (1992)
A Singles Collection (1992)
Brave, the Movie (1995, re-lançado em DVD em 2004)
Shot in the Dark (2000, re-lançado em DVD em 2002)
The EMI Singles Collection (DVD) (2002)
Brave Live 2002 (DVD) (2002)
A Piss-Up in a Brewery (DVD) (2002)
Before First Light (DVD) (2003)
Christmas in the Chapel (DVD, 2003)
Marbles on the Road (2 DVDs, 2004)
Wish You Were Here (4 DVDs, 2005)
Colours and Sound (2 DVDs, 2006)


Fonte: Wikipedia


Site Oficial





(1982) Market Square Heroes + Bonus




(1983) Script For A Jester's Tear




(1984) Fugazi - CD 1

(1984) Fugazi - CD 2




(1985) Misplaced Childhood - CD 1

(1985) Misplaced Childhood - CD 2



Abraços a todos do TREMDEDOIDO.